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Em São Paulo: a hamburgueria hype Cabana Burger 

IMG_20170702_173545129Existem uns lugares em São Paulo que viram hype do nada, e parece que todo mundo cisma em ir no mesmo lugar. Foi o caso do Cabana Burger, que fez aparições esporádicas na timeline do meu instagram pelo menos uma vez por semana nos últimos meses.

O Cabana Burger é uma hambúrgueria inspirada no Shake Shack (rede de fast food americana), com a intenção de ser o novo ‘bom e barato’ de SP.

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Ambiente bonitoso

Chegamos na casa às 18 horas de um domingo e a casa estava lotada. Consegui a última mesa disponível. O ambiente é lindo, acho que uma das hamburguerias mais bonitas que já fomos.

Aí começou o problema. Levou 10 minutos para alguém notar que eu não tinha cardápio. Mais 10 minutos para alguém resolver vir pegar meu pedido de bebidas. Mais um tempão para conseguirmos pedir os hambúrgueres.

Se fosse porque a casa estava lotada, tudo bem. O problema era ter garçons mais preocupados em conversar entre eles do que atender. Já deu pra notar que o serviço foi bem ruim, né?

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Cheese fries (R$ 14) e Hibiscus Pink Lemonade (R$ 11)

Pedi para beber uma das bebidas da casa, a Hibiscus Pink Lemonade (R$ 11): suco de limão, chá de hibiscus e especiarias. Estava bem gostoso, docinho e refrescante.

De entrada pedimos a Cheese Fries (R$ 14): batata frita com queijo cheddar derretido. As batatas vieram MUITO salgadas e estavam murchinhas, como se tivessem ficado muito tempo esperando para serem servidas e empaparam no queijo.

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PCQ (R$ 19): hambúrguer com american cheese, molho cabana e pão da casa

Minha escolha de hambúrguer foi o PCQ (R$ 19): hambúrguer com american cheese e molho cabana, servida no pão da casa. Pedi para acrescentarem  picles da casa (R$ 3).

Pedimos esse hambúrguer duas vezes, um para mim e outro para o namorado em momentos diferentes do jantar. Ambos vieram bem passados, sendo que pedimos mal passados. A gente entende que a casa estava cheia, mas se o local se compromete em perguntar o ponto da carne, ele deve tentar entregar o pedido.

Eu até entendo que a maioria dos lugares tende a passar um pouco mais o ponto da carne, devido ao gosto do brasileiro que prefere a carne bem passada, mas de mal passado pra bem passado é uma diferença de pontos muito grande.

Achei o hambúrguer bem ok, não era ruim, mas também não era nada demais.

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Melted (R$ 33): hambúrguer de wagyu, com queijo cheddar derretido e bacon

Namorado pediu o Melted (R$ 33): hambúrguer de 160 gramas com blend 100% carne Wagyu com queijo cheddar derretido e bacon, servido no pão da casa.

O Wagyu é um boi que possui uma carne muito nobre, saborosa e que tem bastante gordura entremeada. Então, na minha humilde opinião, um hambúrguer ter como estrela principal a carne por ela  ser tão especial.

No caso, o cheddar derretido cobriu o gosto da carne, e era um cheddar comum, com super gosto de industrial.

De sabor, virou um hambúrguer comum, que não justificaria os 33 reais que ele custa por usarem uma carne de Wagyu. É um ingrediente nobre, usado em um prato que não faria a mínima diferença se fosse usada carne de outra raça de gado.

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Milk shake de nutella (R$ 22)

De sobremesa, pedimos um milk shake de nutella (R$ 22), que estava muito bom e cheio de nutella de VERDADE (porque muitos lugares falam que é nutella, mas usam qualquer coisa menos nutella).

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Homemade Cookie (R$ 10)

Pedimos também o Homemade Cookie (R$ 10). Cookie gigante, recheado com muuuita nutella, e que eu achei delicioso. De novo, sem miséria na nutella.

Já pedimos a conta junto com as sobremesas. Vinte minutos depois, pedimos novamente. Mais quinze minutos de espera, desistimos e fomos no caixa pagar.

No geral, foi um jantar bem ok. Nada que eu comi foi memorável a ponto de me fazer voltar e o atendimento bem ruim garantiu que eu não voltasse mais. Cheguei a conclusão que tudo que vira hype em São Paulo deveria ser enterrado e esquecido.

Cabana Burger – Rua Oscar Freire, 56, Jardim Paulista.

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Em São Paulo: comendo no clássico e tradicional Hambúrguer do Seu Oswaldo 

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Na minha adolescência eu ia muito ao Seu Oswaldo: hambúrguer super gostosinho por um preço pra lá de honesto.

Por mim, nunca teria entrado no Seu Oswaldo. Nunca imaginaria que naquela lanchonete de bairro, sempre lotada, abrigava um dos mais antigos hambúrgueres de São Paulo, sendo tão icônico que inspirou a criação de alguns lanches por aí (como o Bombom da Lanchonete da Cidade).

A lanchonete do Seu Oswaldo foi inaugurada em 1966, pelo Seu Oswaldo Paolicchi. Desde 2010 (quando o Seu Oswaldo faleceu), quem comanda a lanchonete é a filha dele, mas a casa continua do mesmo jeito: mesma lanchonete com um balcão em U, mesmos lanches tradicionais.

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As paredes da lanchonete abrigam as diversas reportagens e prêmios que a lanchonete acumulou durante os anos.

Depois de uns dois anos sem ir, bateu vontade no namorado de comer lá. Chegamos 12:20 de um sábado e todos os banquinhos do balcão já estavam ocupados. Passou 15 minutinhos e já estávamos sentados e fazendo nossos pedidos.

No Seu Oswaldo não tem acompanhamentos, nem dá para pedir maionese a parte. É pedir o lanche, seu refri ou suco e acabou. Sem firulas.

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Cheese Burger Bacon (R$ 18,50)

Pedi meu cheese burger bacon (R$ 18,50) de sempre. Hambúrguer de 90 gramas, queijo, bacon e o molho de tomate especial da casa. O bacon do Seu Oswaldo é muito bom, cortado do tamanho certo e sem ser seco demais. O molho de tomate dá todo um toque especial no lanche. Eu odeio carne bem passada, e no seu Oswaldo só vende hambúrguer bem passado, então a gente aceita.

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Cheese Burger Bacon Maionese (R$ 22)

Namorado foi de cheese burger bacon maionese (R$ 22). Como não dá para pedir a maionese separado, tem que lembrar de pedir no lanche (e eu sempre esqueço). Estava uma delícia.

A casa não cobra 10% e só aceita pagamento em dinheiro, nada de cartões.

A Lanchonete do Seu Oswaldo não é um ambiente para você ir conversar ou enrolar um pouco, é pedir, comer e ir embora. Durante a nossa visita diversas crianças entraram no estabelecimento para pedir dinheiro, o que acaba sendo incômodo e deixa quem está almoçando meio apreensivo.

Voltando para casa, eu e o namorado ficamos pesando se ainda vale a pena ir ao Seu Oswaldo. Quando eu era mais novinha, a graça de ir lá era comer um lanche gostosinho e tomar uma Coca KS e pagar um preço super amigo. Eu entendo que tudo ficou muito mais caro nos últimos tempos, mas hoje existem outras hamburguerias de estilo rápido, com um ambiente mais legal, pelo mesmo preço que você paga lá.

Chegamos a conclusão que ainda vale a pena ir ao Seu Oswaldo para conhecer, porque, afinal, é uma lanchonete que faz parte da história do hambúrguer em São Paulo. Mas deixou de ser o lugar que eu voltaria sempre.

Hambúrguer do Seu Oswaldo – Rua Bom Pastor, 1657 – Ipiranga. São Paulo – SP.

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Em Santo André: comendo hambúrguer no The Burger Map

theburgermap5Durante alguns anos a única hamburgueria boa perto de casa era a The Burger Map, então pelo menos uma vez a cada dois meses eu ia lá. Conforme os anos passaram, outras hamburguerias abriram, e ficou cada vez mais ‘incomum’ eu visitar o local, já que acabava sempre indo pra São Paulo.

Pois bem, na última semana, como ficamos na minha casa e bateu uma vontade enorme de hambúrguer, acabamos revisitando essa hamburgueria tão adorada do pessoal do Grande ABC.

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A The Burguer Map foi inspirada por uma expedição pelos Estados Unidos, onde os donos pegaram as receitas mais famosas de hambúrguer típicas de cada região dos Estados Unidos e trouxeram pra cá, procurando serem fiéis as receitas originais. Eles tem um mapinha no site explicando de onde é cada hambúrguer e sua história.

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O meu pedido foi um cheeseburguer simples (R$ 27), que é um hambúrguer de 180 gramas e requeijão de corte e pedi para adicionar picles. Gente, eu amo picles, e sempre fico feliz porque no The Burger Map ele não é cobrado como acompanhamento <3. O hambúrguer é gostosinho, mas o pão esmagou muito e quando cheguei  ao meio do lanche ele ficou bem empapado.

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Namorado foi de Burger Map Burger (R$ 33), o hambúrguer da casa, que é composto hambúrguer, requeijão de corte, bacon, alface, tomate, cebola roxa e map sauce. Estava bem gostoso, mas namorado foi da mesma opinião: quando vai chegando ao meio do hambúrguer vai empapando e fica uma maravilha pra comer.

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A estrela da noite foi o hambúrguer que o meu irmão pediu, o Squealer Burger (R$ 29): hambúrguer de angus moído com bacon, queijo cheddar, alface, tomate e cebola roxa. Eu e o namorado sempre tivemos azar, porque nunca conseguimos pedir esse lanche (apenas 15 hambúrgueres desse são feitos por dia), mas meu irmão pediu e finalmente tinha. E sério, é delicioso, dá pra sentir bem o gosto de bacon no hambúrguer.

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De sobremesa pedimos o milk shake (que no The Burger Map é malte) de Chocolate Peanut Butter (R$ 24). Eu achava que daria para dividir tranquilo entre nós 3, mas o copo é pequeno e ele é delicioso. Precisamos pedir mais um pra matar a vontade. Achei um pouco caro pelo tamanho, mas vale a pena por ser tão gostoso.

No fim, valeu a pena revisitar essa hamburgueria que é queridinha do pessoal do Grande ABC. É legal chegar cedo se não tem paciência de esperar, porque a casa fica bem cheia depois das 20 horas.

The Burger Map – Rua das Aroeiras, 442 – Bairro Jardim. Santo André – SP.

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Em São Paulo: comendo hambúrguer no Big Kahuna

bigkahuna1Minha relação com os filmes no Tarantino começou quando eu tinha uns 11 anos e li em uma revista sobre a história e a produção do filme Kill Bill. Na hora, eu fiquei surtada que precisava ver aquele filme, aí vi, rolou sangue pra todo lado e eu amei assim, de cara. Depois disso, qualquer coisa que eu via que era do Tarantino na locadora, eu alugava e assistia (mesmo eu sendo mirim naquela época, e entendendo metade das referências).

Então quando abriu, em 2013, o Big Kahuna, uma hamburgueria onde o nome, o cardápio e o espaço é inspirado no filme Pulp Fiction, surgiu um aviso no meu cérebro de PRECISO IR COM URGÊNCIA. Só que claro que eu não fui, mesmo trabalhando ali do lado.

Depois de dois anos, em 2015, depois da casa ganhar prêmios de melhor hambúrguer e todo mundo falar que é muito bom, eu e o namorado fomos. E fomos outra vez. E outra.

A casa é decorada com objetos que remetem ao filme, como os posters nas paredes, os papéis na mesa e tem uma tv passando o filme o dia inteiro. Confesso que, na primeira vez que fomos lá, eu e o namorado ficamos uns 15 minutos realmente assistindo o filme enquanto esperávamos nosso pedido.

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Big Kahuna Burger (R$ 23,80)

Na nossa última visita, eu pedi um Big Kahuna Burger no tamanho pequeno (R$ 23,80): burger de 140 gramas, queijo muçarela, bacon de costela, fatias finas de cebola roxa, picles de pepino, tomate, alface americana e maionese da casa no pão brioche. Veio no ponto certo, hambúrguer bem temperado e suculento, o bacon estava sequinho, enfim uma delícia.

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Bacon Porn (R$ 35,80)

Namorado foi de Bacon Porn (R$ 35,80): burger de 250 gramas recheado com queijo estepe e envolvido em trama de bacon, tomate, picles de pepino, fatias finas de cebola roxa e alface americana no pão brioche. Para os adoradores de bacon, esse é o lanche. Cheio cheio de bacon.

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Royale With Cheese ( R$ 19,80)

Namorado também pediu um Royale with Cheese (R$ 19,80), que é um burger de 140 gramas, queijo cheddar e maionese da casa no pão brioche. Normalmente nosso pedido é um cheeseburger, porque é o lanche que o gosto da carne se destaca mais, e esse é ótimo. O hambúrguer do Big Kahuna é muito bom e veio no ponto certo, e o queijo é de boa qualidade.

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Barbie Shake (R$ 15,80)

De sobremesa eu pedi um Barbie Shake pequeno (R$ 15,80), que é um milk shake feito com sorvete de morango, calda natural de morango e chantilly. Como eu amo morango, eu adoro esse milk shake porque ele tem gosto da fruta de verdade por causa da calda.

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Tarantino’s End (R$ 8,80)

Namorado foi de Tarantino’s End (R$ 8,80), um brigadeiro de colher feito com cacau 100% e granulado ao leite Callebaut. É gostoso, mas não gostamos muito dele.

Nós adoramos ir ao Big Kahuna, tanto que fomos algumas vezes e é uma das nossas hamburguerias favoritas. Sempre que podemos voltamos lá.

Big Hahuna – Alameda Lorena, 53, Jardim Paulista – São Paulo

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Em Buenos Aires: comendo hambúrguer no Pérez-H

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No último dia de Buenos Aires bateu uma preguiça desgraçada do tipo que não nos deixou sair das proximidades do hotel. Namorado pegou um resfriado nos primeiros dias na cidade e, misturado com o frio que estava fazendo, fez com que nós curtíssimos um dia de tv e cochilo no nosso quarto.

Mas eventualmente a fome bateu e nós fomos obrigados a pensar sobre o que comer nas redondezas. E bem perto do nosso hotel ficava uma filial do Pérez-H, uma hamburgueria argentina bem falada em redes sociais como o Foursquare e que já estávamos querendo visitar desde o nosso planejamento da viagem.

pérezh2O hambúrguer do Pérez-H é feito um um blend de três carnes frescas e o pão é de fabricação própria. As receitas do Pérez-H foram feitas por chefs especialmente para eles, ou seja, eles tentam ser diferenciados. Tem três filiais em Buenos Aires: em Palermo, no Microcentro e em San Telmo (a que visitamos).

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Queso (55 pesos*)

Pedimos os hambúrgueres no  caixa, pagamos e sentamos para aguardar sermos chamados pela balconista. A hamburgueria estava bem vazia, mas eram 16 horas, fora do horário de almoço.

Eu pedi o queso (55 pesos*): hambúrguer caseiro com alface, tomate, queijo cheddar e picles. Bem simples e clássico, mas o hambúrguer é bem saboroso e não é gorduroso.

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Doble Cheddar Doble Panceta (70 pesos*)

Namorado foi de Doble Cheddar Doble Panceta (70 pesos*): Hambúrguer caseiro com dupla porção de bacon, com porção dupla de cheddar,  cebola caramelizada e alface. O bacon veio bem generoso nesse lanche, e era no ponto certo (não estava seco, estava bem suculento).

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Chocotorta Casera (25 pesos*)

Pedimos de sobremesa uma chocotorta caseira de potinho (25 pesos*), que estava doce na medida certa. O suficiente para matar a vontade de açúcar depois de uma refeição.

Em geral, adoramos o Pérez-H e achamos os hambúrgueres mais saborosos que o do Burger Joint. Dos dois, o Pérez-H acabou sendo o melhor para a gente. Visitaríamos de novo os dois? Claro. Mas se você não quiser ficar comendo hambúrguer mais de uma vez em sua visita a Buenos Aires e precisar escolher entre os dois, vá no Pérez-H.

Pérez-H – visitamos a filial de San Telmo. Defensa, 435, Buenos Aires – Argentina

* Preços de outubro de 2015, devido a inflação na Argentina pode haver diferença dos preços atuais.