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Em Buenos Aires: visitando o Cemitério da Recoleta

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Em uma segunda-feira ensolarada rumamos para o agitado bairro Recoleta para visitar o famoso Cemitério da Recoleta (Cementerio de La Recoleta). Ele é um dos pontos turísticos mais visitados de Buenos Aires, principalmente por abrigar os túmulos de grandes personalidades argentinas, como de Eva Perón (que é, de longe, o túmulo mais visitado).

O Cemitério da Recoleta foi fundado em 1822, aos fundos da Igreja Nuestra Señora del Pilar (que, com certeza, também merece uma visita nem que seja rapidinho), e logo tornou-se a última morada da alta sociedade porteña.

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O que torna a visita indispensável é que boa parte dos túmulos são verdadeiras obras de arte. Por abrigar a nata da sociedade porteña do século XIX, quando a Argentina vivia dias de prosperidade infinitamente maiores do que os dias de hoje, a arquitetura e esculturas que compõem o cemitério são de artistas internacionais famosos, o que o torna praticamente um museu a céu aberto.

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Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez – tanta raiva durante a vida que suas estátuas foram colocadas de costas durante a morte

Atualmente o cemitério abriga 19 presidentes argentinos, 2 vencedores do prêmio Nobel, 10 escritores, além de vários artistas, poetas e atletas. Isso sem mencionar as incontáveis histórias das famílias enterradas, como o casal Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez, que se odiavam tanto que, quando Tiburcia morreu (15 anos após Salvador María), ela pediu para que seu busto ficasse de costas para a estátua do marido, para não terem que se olhar nem mesmo na morte.

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Eu e o namorado ficamos (literalmente) perdidos durante quase uma hora e meia dentro do cemitério. Mas curtimos bastante, a arquitetura do local é incrível e encontrar nomes famosos da história argentina era sempre divertido. Alguns mausoléus estão em estado deplorável por serem extremamente antigos, mas a grande maioria ainda está lá , praticamente em perfeito estado.

O Cemitério da Recoleta abre todos os dias, das 7h as 17:45h, a visita é gratuita. Para alguns, essa visita pode parecer um tanto mórbida, mas vale a pena passar por cima do preconceito e fazer, pelo menos, uma visitinha rápida.

Cementerio de La Recoleta – Junín, 1760 – Buenos Aires, Argentina.

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Em Buenos Aires: visitando o MALBA

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Mesmo não sendo uma grande fã de arte moderna e contemporânea, um dos lugares que eu mais queria visitar em Buenos Aires era o MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).

Inaugurado em 2001, o museu foi construído para abrigar a coleção de arte do empresário Eduardo F. Costantini. O museu é pequeno, mas olha, tem uma arquitetura de se encher os olhos. Todo branco e bem iluminado com luz natural.

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Abaporu e Autorretrato de Frida Kahlo

O museu abriga obras de de artistas brasileiros famosos, como Di Cavalcanti, Candido Portinari e Tarsila do Amaral. Aliás, é o MALBA que abriga o Abaporu, uma das obras brasileiras mais valorizadas no mundo, que Tarsila pintou como presente de aniversário para o seu marido, o escritor Oswald de Andrade, e que virou referência para a criação do movimento antropofágico no Brasil.

O acervo fixo também possui obras de diversos artistas importantes durante o século XX, como Diego Rivera, Frida Kahlo, Antonio Berni, entre outros.

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Fizemos nossa visita na segunda-feira, 12 de outubro, que também é feriado na Argentina. Chegamos no museu e ele estava lotado, com uma fila enorme para comprarmos os ingressos. Ficamos quase vinte minutos na fila aguardando, compramos os ingressos e finalmente adentramos no MALBA.

O museu é incrível, repleto de obras importantes e marcantes para a história da América Latina. Cada sala era uma nova descoberta de telas, instalações e esculturas, uma mais incrível que a outra.

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Apenas uma questão que me incomodou: O MALBA estava lotado no dia da nossa visita por ser feriado e foi o único museu que visitamos o qual é possível fotografar. Por mais que eu me beneficie dessa vantagem (já que eu pude tirar fotos para postar no blog), a minha visita foi conturbada por pessoas tirando selfies com obras de arte. E não foram poucas.

Acho que aqui vale um pouco do bom senso que falta as vezes: essa necessidade das pessoas de tirarem selfies em todos os lugares que passam acabou deixando os ambientes do museu extremamente agitados, tirando um pouco da tranquilidade necessária para se apreciar as obras.

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É um museu lindo que possui um acervo incrível que conta a história da América Latina e, admito, conhecer de perto o Abaporu, uma obra tão marcante para a arte brasileira foi o ponto alto da visita. Mas evite ir em finais de semana ou feriado para conseguir apreciar o museu com tranquilidade e com a atenção que ele merece. Vale a pena.

MALBA – Av. Figueroa Alcorta, 3415. Buenos Aires, Argentina.

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Em Buenos Aires: visitando o Teatro Colón

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Na nossa viagem à Buenos Aires colocamos no nosso roteiro uma visita ao Teatro Colón, um dos maiores, melhores e mais famosos teatros de ópera do mundo, muito conhecido por sua qualidade acústica excepcional, pelo seu valor arquitetônico e cultural.

O Teatro Colón atual foi inaugurado em 25 de maio de 1908, substituindo a construção original que operou entre os anos de 1857 e 1888 na Plaza de Mayo, no local que hoje abriga o Banco Nación.

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A construção do prédio levou quase vinte anos, passando por diversos arquitetos até que finalmente fosse concluído. Devido as várias mudanças, vários estilos arquitetônicos foram incorporados ao prédio, mas, sobretudo, se vê a grande influência da arquitetura dos teatros de ópera franceses e europeus.

O Teatro possui a sala considerada com a melhor acústica do mundo para óperas e e a terceira melhor para concertos, sendo um teatro venerado tanto pelo público como por artistas que se apresentaram lá.

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Foyer de los Bustos

O acesso ao interior do edifício só é permitido por meio de visitas guiadas, que nós decidimos fazer. A visita custou 180 pesos* por pessoa e teve duração de cerca de cinquenta minutos, passando por algumas salas como o Salón Dorado, que impressiona com sua opulência arquitetônica e o El Foyer de Los Bustos, um corredor onde todas as portas possuem bustos de compositores famosos como Mozart e Beethoven.

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Detalhes da Sala Dorada: o teto mais bonito que eu já vi na vida (por enquanto)

Mas a parte mais importante da visita é a Sala Principal, onde os concertos acontecem. No dia que fiz minha visita, estavam acontecendo ensaios e testes de luz na sala, portanto desde o início sabíamos que não poderíamos fotografá-la e possivelmente a veríamos praticamente escura. Sendo bem sincera, saber disso me desanimou muito, já que a Sala Principal é o ponto alto da visita.

Mas a grande surpresa veio na hora que entramos na sala: nos foi possibilitado ver parte do ensaio de um ballet que aconteceria em poucos dias, Romeo y Julieta. Ver parte do ensaio compensou não poder ver a sala completamente clara, de verdade.

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Em geral, a visita foi incrível. O prédio é lindo e poder ver um pedacinho de um ballet compensou o fato de que eu não pude ver o Salão Principal com as suas luzes acesas. Ver o palco em uso foi o suficiente para me alegrar, mas caso você se importe, fique atento ao calendário de eventos que acontecerão no teatro para a visita não ter ‘surpresas’, já que quando ocorrem concertos as visitas guiadas são alteradas pelo uso do teatro.

Teatro Colón – Cerrito, 628 – Buenos Aires, Argentina.

* Preços de outubro de 2015.