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Em Buenos Aires: jantando na parrilla La Brigada

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Quando estava programando nossa viagem para a Argentina, me deparei com o restaurante La Brigada. Pelas resenhas parecia um restaurante meio pega turista, por isso acabei deixando ele pra lá, mesmo sendo considerado uma parrilla clássica na cidade de Buenos Aires.

Mas como nosso hotel ficava em San Telmo, super perto desse restaurante, em uma noite de fome acabamos indo jantar lá, e foi uma ótima surpresa.

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O restaurante tem toda uma temática de futebol. Camisas autografadas pra todos os lados, bolas de futebol, cachecóis, cobrindo grande parte do salão. Para os aficionados em futebol é ótimo, mas como eu e o namorado não somos muito chegados, nem ligamos muito.

Como fomos durante a semana e cedo, não tivemos problemas para conseguir mesa, mas rolam boatos que de final de semana lá fica caótico e é bom fazer reserva.

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Meia provoleta

De entrada pedimos uma provoleta, que é um queijo provolone que foi especialmente criado para ser assado na parrilla. Estava uma delícia, bem cremoso e sem estar queimado por fora.

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Salada Caprese

Como eu precisava comer alguma salada, a boba aqui acabou pedindo uma salada caprese. Explicando o boba: eu estou acostumada a comer a salada caprese em São Paulo que vem rúcula para quebrar a quantidade do queijo. No fim, veio essa pratão de queijo com tomate e eu não sabia o que fazer. Mas estava delicioso, a muçarela era ótima e estava bem temperado.

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Meio bife de chorizo

De prato principal pedimos bife de chorizo, que é um corte tipicamente argentino tirado do contrafilé, para dividirmos e uma porção de batata frita. A carne estava tão molinha que o garçom cortou ela com a colher e estava ótima, no ponto certo. A batata frita era bem sequinha e veio em uma porção bem generosa.

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Batatinhas fritas ❤

No fim, comemos muito bem e fomos super bem atendidos pelos garçons do La Brigada, mas não foi um jantar memorável. Não foi um restaurante barato, mas gastamos cerca da metade do que gastamos no Cabaña Las Lilas.

La Brigada – Estados Unidos 465, San Telmo – Buenos Aires, Argentina.

 

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Em Buenos Aires: a comida árabe divina do Sarkis

sarkisBasicamente quem organiza as viagens e tudo relacionado a ela sou eu. Enquanto eu passo meses decidindo cada coisinha que vamos fazer nos nossos dias de férias, namorado chega nos últimos dias e dá algumas ideias do que ele achou legal. 99% são coisas que já estavam no planejamento, mas as vezes ele surpreende, o que foi o caso do Sarkis.

Namorado bateu o pé que queria muito ir jantar lá, porque todas as resenhas que ele leu sobre o lugar eram ótimas. Eu, que não sou muito fã de comida árabe, enrolei ao máximo, até que um dia durante a viagem ele deu um basta, pegamos um táxi e finalmente fomos.

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Parte do segundo andar do Sarkis

O Sarkis é considerado pelo Guia Oleo (guia gastronômico argentino) como o melhor restaurante árabe-armênio da cidade de Buenos Aires. Por ter pratos grandes e preços amigos, boatos que o local está sempre cheio, tanto de locais como de turistas.

O restaurante é bem grande, tem dois andares, mas mesmo assim precisamos esperar meia hora para conseguirmos uma mesa. Realmente estava LOTADO, em plena terça-feira, 10 horas da noite.

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Melhor homus 

De entrada pedimos meia porção de homus (sim, essa é a meia), que é uma pasta feita de grão de bico. Esse homus estragou todos os outros homus pra mim: ele é delicioso. Realmente nunca comi um igual, nem parecido. Bem cremoso, sem ser amargo, bem temperado, enfim, uma delícia.

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Essa foto horrível é do Kafta de Cordeiro que pedimos de prato principal. Coitado, merecia uma foto melhor, mas nós já tínhamos atacado quando lembrei de tirar. O kafta de cordeiro é um espetinho de carne de cordeiro moída, e o do Sarkis estava muito saboroso.

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Sorvete de chocolate com whisky: muito amor

Logo que chegamos, um casal ao nosso lado pediu essa sobremesa e eu fiquei de namoro com ela. Precisei pedir também: sorvete de chocolate mergulhado no whisky, com chantilly, calda de chocolate e nozes. Meus amigos…o que foi aquilo? Mesmo eu que não sou fã de whisky achei maravilhoso. E ele é enorme: comemos muito e ainda sobrou metade (daria fácil para ser a sobremesa de umas 4 pessoas).

O espaço do restaurante é bem familiar e simples mesmo, mas tivemos um dos nossos melhores (e mais baratos) jantares na cidade por causa dele. Valeu muito a pena nos deslocarmos até Palermo e o Sarkis virou um restaurante que eu sinto saudades quando lembro (do tipo: se tivesse em São Paulo, iria sempre).

Sarkis – Thames 1101, Palermo – Buenos Aires, Argentina.

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Em Buenos Aires: almoço no Hard Rock Cafe

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Nunca tive curiosidade de comer no Hard Rock Cafe. Sempre achei que era mais uma dessas redes de restaurante, que acabam sempre sendo iguais no final das contas, então a única coisa que me atraía no local era a lojinha de moletons maneiros. Mas sou uma pessoa de vontades, e quando em Buenos Aires e com vontade de costelinha, tive a necessidade de finalmente experimentar as comidinhas do Hard Rock Cafe.

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Decoração do Hard Rock Cafe: memorabilia de estrelas do rock e pop

O Hard Rock Cafe é uma rede de restaurantes super conhecida por decorar seus espaços com memorabilia de astros do rock e do pop mundial. Pense em violões do Bob Dylan e guitarras do Jimmy Page decorando o espaço de um restaurante, deixando todos os fãs de astros do rock babando. A filial de Buenos Aires fica localizada no shopping Buenos Aires Design, que vende apenas itens de decoração de interiores, do ladinho do cemitério da Recoleta.

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Berrylicious: o smoothie delícia

No dia que visitamos o local era uma segunda-feira no horário do almoço, então não estava cheio, conseguimos uma mesa logo que chegamos. Adoro smoothies, mas como eles tem o poder de me encher e estragar o  meu almoço, quase nunca peço. Mas esse dia abri uma exceção para o Berrylicious, que, bem…estava delicioso. Sim, o nome condiz com a bebida, bem cremoso e saboroso.

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Hickory-Smoked Ribs: costelinha de porco com barbecue

Meu pedido foi o Hickory-Smoked Ribs: costelinha de porco assada, com tempero caseiro e molho barbecue, acompanhada de batata frita. Era para dividir com o namorado, mas, no fim, acabei comendo quase inteira de tão boa que ela era (aliás, não recomendo pedir para dividir porque ela não é muito grande e é realmente muito gostosa). A carne estava desmanchando de tão molinha e o tempero estava muito bom.

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Caesar Salad

Pedi também uma caesar salad de acompanhamento da costela, que estava bem gostosa. Os folhas estavam crocantes, queijo e molho na medida certa.

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Tango Burger

Namorado foi de Tango Burger: dois hambúrgueres, com queijo americano, muçarela e blue cheese com molho barbecue. Bem gostoso, mas eu achei que era muito queijo. Acompanhava molho de tomate e maionese, que estava boa.

No fim, eu me arrependi de nunca ter ido comer em um Hard Rock Cafe em outras viagens. Gostei muito da experiência, a comida, o ambiente e o atendimento foi incrível. Com certeza, nas próximas viagens irei de novo.

Hard Rock Cafe Buenos Aires – Av. Pueyrredón y Libertador, Buenos Aires Design, 1119 – Buenos Aires, Argentina.

 

 

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Em Buenos Aires: comendo hambúrguer no Pérez-H

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No último dia de Buenos Aires bateu uma preguiça desgraçada do tipo que não nos deixou sair das proximidades do hotel. Namorado pegou um resfriado nos primeiros dias na cidade e, misturado com o frio que estava fazendo, fez com que nós curtíssimos um dia de tv e cochilo no nosso quarto.

Mas eventualmente a fome bateu e nós fomos obrigados a pensar sobre o que comer nas redondezas. E bem perto do nosso hotel ficava uma filial do Pérez-H, uma hamburgueria argentina bem falada em redes sociais como o Foursquare e que já estávamos querendo visitar desde o nosso planejamento da viagem.

pérezh2O hambúrguer do Pérez-H é feito um um blend de três carnes frescas e o pão é de fabricação própria. As receitas do Pérez-H foram feitas por chefs especialmente para eles, ou seja, eles tentam ser diferenciados. Tem três filiais em Buenos Aires: em Palermo, no Microcentro e em San Telmo (a que visitamos).

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Queso (55 pesos*)

Pedimos os hambúrgueres no  caixa, pagamos e sentamos para aguardar sermos chamados pela balconista. A hamburgueria estava bem vazia, mas eram 16 horas, fora do horário de almoço.

Eu pedi o queso (55 pesos*): hambúrguer caseiro com alface, tomate, queijo cheddar e picles. Bem simples e clássico, mas o hambúrguer é bem saboroso e não é gorduroso.

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Doble Cheddar Doble Panceta (70 pesos*)

Namorado foi de Doble Cheddar Doble Panceta (70 pesos*): Hambúrguer caseiro com dupla porção de bacon, com porção dupla de cheddar,  cebola caramelizada e alface. O bacon veio bem generoso nesse lanche, e era no ponto certo (não estava seco, estava bem suculento).

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Chocotorta Casera (25 pesos*)

Pedimos de sobremesa uma chocotorta caseira de potinho (25 pesos*), que estava doce na medida certa. O suficiente para matar a vontade de açúcar depois de uma refeição.

Em geral, adoramos o Pérez-H e achamos os hambúrgueres mais saborosos que o do Burger Joint. Dos dois, o Pérez-H acabou sendo o melhor para a gente. Visitaríamos de novo os dois? Claro. Mas se você não quiser ficar comendo hambúrguer mais de uma vez em sua visita a Buenos Aires e precisar escolher entre os dois, vá no Pérez-H.

Pérez-H – visitamos a filial de San Telmo. Defensa, 435, Buenos Aires – Argentina

* Preços de outubro de 2015, devido a inflação na Argentina pode haver diferença dos preços atuais.

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Em Buenos Aires: visitando o Cemitério da Recoleta

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Em uma segunda-feira ensolarada rumamos para o agitado bairro Recoleta para visitar o famoso Cemitério da Recoleta (Cementerio de La Recoleta). Ele é um dos pontos turísticos mais visitados de Buenos Aires, principalmente por abrigar os túmulos de grandes personalidades argentinas, como de Eva Perón (que é, de longe, o túmulo mais visitado).

O Cemitério da Recoleta foi fundado em 1822, aos fundos da Igreja Nuestra Señora del Pilar (que, com certeza, também merece uma visita nem que seja rapidinho), e logo tornou-se a última morada da alta sociedade porteña.

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O que torna a visita indispensável é que boa parte dos túmulos são verdadeiras obras de arte. Por abrigar a nata da sociedade porteña do século XIX, quando a Argentina vivia dias de prosperidade infinitamente maiores do que os dias de hoje, a arquitetura e esculturas que compõem o cemitério são de artistas internacionais famosos, o que o torna praticamente um museu a céu aberto.

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Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez – tanta raiva durante a vida que suas estátuas foram colocadas de costas durante a morte

Atualmente o cemitério abriga 19 presidentes argentinos, 2 vencedores do prêmio Nobel, 10 escritores, além de vários artistas, poetas e atletas. Isso sem mencionar as incontáveis histórias das famílias enterradas, como o casal Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez, que se odiavam tanto que, quando Tiburcia morreu (15 anos após Salvador María), ela pediu para que seu busto ficasse de costas para a estátua do marido, para não terem que se olhar nem mesmo na morte.

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Eu e o namorado ficamos (literalmente) perdidos durante quase uma hora e meia dentro do cemitério. Mas curtimos bastante, a arquitetura do local é incrível e encontrar nomes famosos da história argentina era sempre divertido. Alguns mausoléus estão em estado deplorável por serem extremamente antigos, mas a grande maioria ainda está lá , praticamente em perfeito estado.

O Cemitério da Recoleta abre todos os dias, das 7h as 17:45h, a visita é gratuita. Para alguns, essa visita pode parecer um tanto mórbida, mas vale a pena passar por cima do preconceito e fazer, pelo menos, uma visitinha rápida.

Cementerio de La Recoleta – Junín, 1760 – Buenos Aires, Argentina.