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Em São Paulo: um almoço maravilhoso no Dalva e Dito

 

IMG_3621Acho que todo brasileiro que conhece o mínimo de gastronomia sabe quem é Alex Atala.

Dono, idealizador e chef do D.O.M. (um dos poucos restaurantes do Brasil na lista da San Pellegrino World’s 50 Best Restaurants e o único restaurante brasileiro a ter duas estrelas Michelin) é o chef brasileiro mais conhecido e premiado, sempre defendendo e unindo a culinária regional brasileira com as suas técnicas de cozinha impecáveis.

Tenho uma curiosidade absurda de ir ao D.O.M., mas o orçamento (ainda) não permite o momento extravagância.

Como também tínhamos curiosidade de conhecer os outros restaurantes do chef (o Açougue Central e o Dalva e Dito estão na nossa lista há tempos), aproveitamos um domingo para finalmente matarmos nossa vontade.

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Sala da espera

Chegamos e já ficamos impressionados com o ambiente. Ele é moderno e ao mesmo tempo possui peças de artesanato de extrema beleza, que dão um toque um pouco rústico ao restaurante. Todas as mesas estavam reservadas, então precisamos aguardar cerca de 20 minutos por uma. Dica: faça reserva. A hora que saímos do restaurante a espera estava lotadíssima.

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No salão do restaurante dá para ver os cozinheiros trabalhando

O Dalva e Dito visa servir pratos com apelo afetivo, aquela coisa de ‘comida de vó’ que está na nossa memória. É comfort food pela visão do Alex Atala.

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Bolinho de Arroz (R$ 24)

De entrada, namorado escolheu Bolinho de Arroz (R$ 24). Eu já pensei ‘Putz, bolinho de arroz? Não tinha algo diferente?’, esnobei o coitado. Pois bem, o bolinho de arroz saiu lá da cozinha, sentou do meu lado, bateu na minha cara e foi embora me deixando com cara de idiota. Foi o melhor bolinho de arroz que eu já comi na vida.

Cremoso, super bem temperado e me surpreendeu por ser completamente diferente do que o meu cérebro estava esperando de um bolinho de arroz. Esse bolinho me fez perceber que, com muito talento, você consegue transformar uma comida comum em excepcional.

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Bife à Milanesa Com Salada de Batata (R$ 74)

De prato principal pedimos o Bife à Milanesa Com Salada de Batata (R$ 74). De novo, fui surpreendida. Bife fininho e super macio, empanamento perfeito e sem estar oleoso. Salada de batata perfeita. O prato é bem servido, ‘generoso’ como diz o cardápio.

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Torta de Chocolate (R$ 28)

Como sobremesa é o meu fraco, fiquei tentadíssima em 3 opções do cardápio: o pudim (que estava com uma cara ótima), a mousse de rapadura (me deixou intrigada) e a torta de chocolate.

Acabei pedindo a Torta de Chocolate (R$ 28). Tenho um fraco pela combinação de chocolate e frutas vermelhas.

A apresentação do prato é linda, fiquei quase com dó de destruir. A sobremesa era equilibrada, nada doce demais, nem azedo demajs, aquele tipo de doce que eu poderia comer pra sempre sem enjoar.

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Mercadinho Dalva e Dito

Para finalizar nosso almoço, demos uma passadinha no Mercadinho Dalva e Dito, um mini empório instalado na lateral do restaurante, que vende alguns produtos brasileiros e itens de fabricação própria, como bolos e salgados.

Como tínhamos o desconto do Dois Por Um, nossa conta totalizou R$ 167, com duas Cocas e uma água.

Fomos embora comigo sonhando em voltar e provar o famoso Porco na Lata, a costela que estava com uma cara ótima e o bendito mousse de rapadura que agora não me sai da cabeça.

Dalva e Dito – Rua Padre João Manuel, 1115, Cerqueira César. São Paulo – SP.

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Em São Paulo: comendo no clássico e tradicional Hambúrguer do Seu Oswaldo 

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Na minha adolescência eu ia muito ao Seu Oswaldo: hambúrguer super gostosinho por um preço pra lá de honesto.

Por mim, nunca teria entrado no Seu Oswaldo. Nunca imaginaria que naquela lanchonete de bairro, sempre lotada, abrigava um dos mais antigos hambúrgueres de São Paulo, sendo tão icônico que inspirou a criação de alguns lanches por aí (como o Bombom da Lanchonete da Cidade).

A lanchonete do Seu Oswaldo foi inaugurada em 1966, pelo Seu Oswaldo Paolicchi. Desde 2010 (quando o Seu Oswaldo faleceu), quem comanda a lanchonete é a filha dele, mas a casa continua do mesmo jeito: mesma lanchonete com um balcão em U, mesmos lanches tradicionais.

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As paredes da lanchonete abrigam as diversas reportagens e prêmios que a lanchonete acumulou durante os anos.

Depois de uns dois anos sem ir, bateu vontade no namorado de comer lá. Chegamos 12:20 de um sábado e todos os banquinhos do balcão já estavam ocupados. Passou 15 minutinhos e já estávamos sentados e fazendo nossos pedidos.

No Seu Oswaldo não tem acompanhamentos, nem dá para pedir maionese a parte. É pedir o lanche, seu refri ou suco e acabou. Sem firulas.

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Cheese Burger Bacon (R$ 18,50)

Pedi meu cheese burger bacon (R$ 18,50) de sempre. Hambúrguer de 90 gramas, queijo, bacon e o molho de tomate especial da casa. O bacon do Seu Oswaldo é muito bom, cortado do tamanho certo e sem ser seco demais. O molho de tomate dá todo um toque especial no lanche. Eu odeio carne bem passada, e no seu Oswaldo só vende hambúrguer bem passado, então a gente aceita.

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Cheese Burger Bacon Maionese (R$ 22)

Namorado foi de cheese burger bacon maionese (R$ 22). Como não dá para pedir a maionese separado, tem que lembrar de pedir no lanche (e eu sempre esqueço). Estava uma delícia.

A casa não cobra 10% e só aceita pagamento em dinheiro, nada de cartões.

A Lanchonete do Seu Oswaldo não é um ambiente para você ir conversar ou enrolar um pouco, é pedir, comer e ir embora. Durante a nossa visita diversas crianças entraram no estabelecimento para pedir dinheiro, o que acaba sendo incômodo e deixa quem está almoçando meio apreensivo.

Voltando para casa, eu e o namorado ficamos pesando se ainda vale a pena ir ao Seu Oswaldo. Quando eu era mais novinha, a graça de ir lá era comer um lanche gostosinho e tomar uma Coca KS e pagar um preço super amigo. Eu entendo que tudo ficou muito mais caro nos últimos tempos, mas hoje existem outras hamburguerias de estilo rápido, com um ambiente mais legal, pelo mesmo preço que você paga lá.

Chegamos a conclusão que ainda vale a pena ir ao Seu Oswaldo para conhecer, porque, afinal, é uma lanchonete que faz parte da história do hambúrguer em São Paulo. Mas deixou de ser o lugar que eu voltaria sempre.

Hambúrguer do Seu Oswaldo – Rua Bom Pastor, 1657 – Ipiranga. São Paulo – SP.

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