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Sorveteria em Buenos Aires: conhecendo a Rapa Nui

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Durante nossa visita ao MALBA, eu e o namorado nos estranhamos. Foi por um motivo bobo e nem chegamos a brigar, mas durante a visita inteira cada um ficou mais no seu canto e mais sérios do que normalmente ficaríamos.

No fim da visita, ainda meio irritada pelo museu cheio e pelo pequeno desentendimento, acabei falando ‘queria sorvete’. Entendam: eu amo sorvete. Assim como chocolate e brigadeiro são para alguns, sorvete é a poçãozinha mágica que faz o meu humor melhorar. Namorado (sendo o ótimo namorado que é), jogou na hora no foursquare procurando uma sorveteria, e a sorveteria com melhor avaliação em Buenos Aires era a Rapa Nui.

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Balcão de chocolates da Rapa Nui

A Rapa Nui é uma chocolateria artesanal familiar, fundada em 1996, com incríveis chocolates e tortas conhecidas por toda Argentina. Criou em 2009 uma linha de sorvetes artesanais excepcionais, que consolidaram a fama da marca.

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Caixinhas fofas de chocolate no caixa

Chamamos um taxi, e em cerca de dez minutos estávamos na fila do caixa da Rapa Nui, aguardando a minha vez de provar o tão bem falado sorvete. A loja estava lotada, em sua maioria de argentinos, o que sempre é um bom sinal. Lugar lotado de locais quer dizer que é realmente bom.

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Pedimos um ‘vaso medio’ para dividirmos, e ficamos aguardando até nossa senha ser chamada pelos atendentes enquanto tentávamos escolher dois sabores para provar.

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Escolhemos dois sabores: o Gianduia di Torino e o Triple Tentación. O Gianduia di Torino era chocolate com creme de avelãs italianas e como eu não sou muito chegada a creme de avelã, não gostei muito, mas o namorado adorou. Já o Triple Tentación era doce de leite, com mousse de chocolate e merengue italiano e eu gostei muito. Esperava que fosse desbancar o meu sorvete favorito (doce de leite vauquita, do Freddo), mas não. É ótimo, mas o Doce de Leite Vauquita ainda é mais.

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Como eu dividi o pote anterior com o namorado, acabou super rápido. Normalmente pedimos o tamanho médio pra nós dois e dá super certo, mas dessa vez não. Então pedi um de tamanho pequeno só para mim :). Pedi o de Frambuesa Nevada, que era framboesas, mousse de chocolate e merengue. Amo essa mistura de framboesa com chocolate e esse sorvete era incrível. Super doce, mas incrível.

Por mais que seja cheio, vale muito a visita. Os sorvetes são muito bons, um dos melhores que eu já comi na vida (e olha que tem MUITO sorvete no meu histórico). Com certeza iria novamente, e ainda provaria os chocolates, que infelizmente não provamos na nossa ida.

Rapa Nui – Arenales 2302, Recoleta – Buenos Aires, Argentina.

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Em Buenos Aires: visitando o MALBA

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Mesmo não sendo uma grande fã de arte moderna e contemporânea, um dos lugares que eu mais queria visitar em Buenos Aires era o MALBA (Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires).

Inaugurado em 2001, o museu foi construído para abrigar a coleção de arte do empresário Eduardo F. Costantini. O museu é pequeno, mas olha, tem uma arquitetura de se encher os olhos. Todo branco e bem iluminado com luz natural.

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Abaporu e Autorretrato de Frida Kahlo

O museu abriga obras de de artistas brasileiros famosos, como Di Cavalcanti, Candido Portinari e Tarsila do Amaral. Aliás, é o MALBA que abriga o Abaporu, uma das obras brasileiras mais valorizadas no mundo, que Tarsila pintou como presente de aniversário para o seu marido, o escritor Oswald de Andrade, e que virou referência para a criação do movimento antropofágico no Brasil.

O acervo fixo também possui obras de diversos artistas importantes durante o século XX, como Diego Rivera, Frida Kahlo, Antonio Berni, entre outros.

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Fizemos nossa visita na segunda-feira, 12 de outubro, que também é feriado na Argentina. Chegamos no museu e ele estava lotado, com uma fila enorme para comprarmos os ingressos. Ficamos quase vinte minutos na fila aguardando, compramos os ingressos e finalmente adentramos no MALBA.

O museu é incrível, repleto de obras importantes e marcantes para a história da América Latina. Cada sala era uma nova descoberta de telas, instalações e esculturas, uma mais incrível que a outra.

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Apenas uma questão que me incomodou: O MALBA estava lotado no dia da nossa visita por ser feriado e foi o único museu que visitamos o qual é possível fotografar. Por mais que eu me beneficie dessa vantagem (já que eu pude tirar fotos para postar no blog), a minha visita foi conturbada por pessoas tirando selfies com obras de arte. E não foram poucas.

Acho que aqui vale um pouco do bom senso que falta as vezes: essa necessidade das pessoas de tirarem selfies em todos os lugares que passam acabou deixando os ambientes do museu extremamente agitados, tirando um pouco da tranquilidade necessária para se apreciar as obras.

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É um museu lindo que possui um acervo incrível que conta a história da América Latina e, admito, conhecer de perto o Abaporu, uma obra tão marcante para a arte brasileira foi o ponto alto da visita. Mas evite ir em finais de semana ou feriado para conseguir apreciar o museu com tranquilidade e com a atenção que ele merece. Vale a pena.

MALBA – Av. Figueroa Alcorta, 3415. Buenos Aires, Argentina.

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Parrilla em Buenos Aires: um almoço no Cabaña Las Lilas

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A maioria dos restaurantes que decidimos visitar foram escolhidos no Brasil, tirando algumas exceções. O Cabaña Las Lilas foi uma dessas exceções, já que, quando o pesquisei o achei um pouco superestimado.

No dia que separamos para conhecer Puerto Madero eu acordei com vontade de comer carne. Não era um problema, já que estávamos na terra das parrillas. Namorado prontamente abriu o foursquare e me deu diversas opções, até que decidimos dar uma chance ao Cabaña Las Lilas.

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O Cabaña Las Lilas é o resultado de uma parceria entre o Grupo Rubaiyat (dos restaurantes Rubaiyat e Figueira Rubaiyat) e a Estancia y Cabaña Las Lilas S.A. (criadores dos melhores gados da Argentina). Inaugurado em 1995, é conhecido internacionalmente por prezar pela seleção da melhor matéria prima combinado com um serviço impecável e é, provavelmente, uma das parrillas (steakhouses) mais conhecidas da Argentina.

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Couvert do Cabaña Las Lilas

Em Buenos Aires existe uma taxa chamada cubierto (explicamos aqui) e, no caso do Cabaña Las Lilas, o cubierto era de 90 pesos por pessoa (mais ou menos 24 reais*). Foi o cubierto mais caro que pagamos na nossa visita a Argentina e um preço muito alto (já que a maioria dos estabelecimentos cobram de 10 a 30 pesos por pessoas).

A parte boa do cubierto é que o couvert não é cobrado como é aqui (mas mesmo se você recusá-lo, o cubierto ainda será cobrado na conta), e o couvert do Cabanã Las Lilas é incrível. Contém presunto parma italiano, burrata com tomate, um patê de salmão, berinjela, pães de queijo, pães assados em forno de barro e pães de amido. Sem contar que uma garçonete passava de tempos em tempos com mais variedades de pães. Todos os pães eram incríveis, bem quentinhos, pareciam que tinham acabado de sair do forno. Precisei me conter pra não acabar com o meu apetite só comendo pãezinhos haha.

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Meu prato: meio baby beef, arroz e batata frita

Para o prato principal pedimos um baby beef para dividirmos, uma porção de arroz branco e batatas fritas. A carne que pedimos era muito grande, muito suculenta e o ponto estava perfeito, do jeito que pedimos (vem uma vaquinha fofa espetada na carne com o ponto pedido).

Todas as pessoas que eu conheço não recomendam comer arroz branco na Argentina por ser diferente de como nós estamos acostumados, e como eu sou teimosa, acabei pedindo. Realmente, o arroz era durinho e não era saboroso, mas vinha em uma quantidade boa dentro de uma panelinha. Quanto a batata frita, estava bem sequinha e gostosa, e também veio em uma quantidade generosa em um prato a parte.

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Água ardente e limoncello

Quando você pede a conta, vem na sua mesa uma garrafa de água ardente e uma de limoncello geladinho para finalizar a sua refeição. O limoncello é um licor de limão e esse era bem gostoso.

O atendimento da casa é realmente incrível e a comida é boa, mas é caro. No fim, não iria novamente porque comi em parrillas que me agradaram mais em Buenos Aires do que o Cabaña Las Lilas, mas valeu a visita para o conhecer.

Cabaña Las Lilas – Av. Alicia Moreau de Justo, 516 – Buenos Aires, Argentina.

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Afinal, o que é o cubierto?

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Muitos brasileiros quando visitam a Argentina se surpreendem ao pagar a conta nos restaurantes e dar de cara com uma taxa cobrada chamada cubierto, que gera muitas dúvidas.

Muitas pessoas acham que o cubierto é a cestinha de pães servida antes do prato principal oferecido pela casa, mas não é, afinal, mesmo que você recuse a cesta de pães, o cubierto será cobrado.

Cubierto, em português, quer dizer talher e basicamente é a cobrança pelo serviço de mesa, a fim de garantir a reposição dos itens que são necessários para o cliente. O que quer dizer que você precisa pagar para usar os copos, pratos e talheres do local.

É uma taxa cobrada por pessoa, custando normalmente de 5 a 30 pesos (apesar que na minha viagem cheguei a pagar 90) e normalmente o preço do cubierto está marcado no cardápio.

Não, não é uma taxa que faz sentido, já que presume-se que a reposição de itens seja algo inerente ao negócio de se ter um restaurante. Não é uma taxa que é estipulada por lei e nem todos os restaurantes a cobram. Por mais que não seja uma taxa bem injusta, infelizmente é uma questão cultural e ela tem que ser paga, não tem jeito. 

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Hamburgueria em Buenos Aires: Burger Joint

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Depois de irmos no Museo Evita, estávamos morrendo de fome. Namorado reclamou que queria comer hambúrguer e como tínhamos o Burger Joint no bairro que queríamos conhecer, o endereço estava salvo no meu mapa do google e resolvemos ir para lá.

Os problemas começaram aí: quando você está offline, o mapa do google não mostra o seu mapa salvo, ou seja, eu perdi o endereço. Então, nós decidimos pedir um taxi e ir até o Don Julio e talvez almoçar por lá. Então lembramos que o Burger Joint ficava perto do Don Julio, e decidimos usar só um pouquinho o wi fi do Don Julio para olhar o endereço e nos colocamos a caminho do Burger Joint.

Só que aconteceu mais um imprevisto: namorado se localizou errado e acabamos andando umas quatro quadras para o lado errado do que deveríamos ir. Depois que eu descobri isso, peguei o celular, fiquei olhando…aí nos achamos e seguimos para o lado correto e, finalmente (depois de andarmos por quase meia hora perdidos em Palermo), chegamos.

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O Burger Joint é uma hamburgueria bem conhecida, é recomendação de inúmeros blogs por aí e é considerada uma das dez melhores hamburguerias de Buenos Aires. Alguns chegam a dizer que é até o melhor hambúrguer da cidade.

Chegamos, fizemos nosso pedido no balcão e ficamos aguardando chamarem nosso nome em uma das mesas. Não tem cardápio: os hambúrgueres oferecidos estão escritos em placas de papelão acima do caixa.  A decoração é bem ‘podrinha’, com pixações, colagens, posteres e milhares de mensagens deixadas nas paredes (e mesas e cadeiras) pelos clientes.

Um ponto legal da casa é que o ketchup, a mostarda e a maionese servidas no local são condimentadas: o ketchup é com curry, a mostarda é com mel e a maionese é com coentro. Todos muito bons e diferentes.

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La Classic

O meu pedido foi o La Classic: hambúrguer com queijo, tomate, alface, cebola e maionese. Realmente um clássico e estava gostoso. As batatas eram bem sequinhas e deliciosas. Tem apenas um porém: quando pedimos não fomos perguntados quanto ao ponto da carne. Nós pedimos três hambúrgueres e cada um veio em um ponto diferente: o meu veio ao ponto, o primeiro do namorado veio mal passado e o segundo veio bem passado.

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L’American

Escolhido do namorado foi o L’American: hambúrguer, bacon, queijo cheddar e molho barbecue. Também outro hambúrguer clássico que estava bom, tirando a inconsistência do ponto da carne dos hambúrgueres.

Em geral, a hamburgueria é legal e despretensiosa, mas o erro dos pontos da carne são bem graves. Iria novamente? Iria, para provar o Jamaican Burger (tomate, picles, cheddar, abacaxi e bacon), que eu não provei na minha visita e que conseguiu me deixar curiosa.

Burger Joint – Borges 1766, Palermo – Buenos Aires, Argentina.